Teresa Rosa Fernanda de Saldanha Oliveira e Sousa, mais conhecida como Teresa de Saldanha, se fosse viva, faria hoje 181 anos.
Não vou fazer a sua biografia mas desafio-vos a conhecê-la aqui!
Nos dias de hoje, em que nos faltam cada vez mais referências com quem nos identifiquemos, a vida desta venerável mulher devia deixar-nos a todos inspirados!
Sendo este um blog dedicado à Família, não posso deixar passar esta data sem fazer a devida homenagem a esta mulher cujo pensamento, mesmo nos dias de hoje, demonstrava estar muito "à frente" do seu tempo!
Teresa de Saldanha souber "ser" e "fazer" família! Soube ser porque com todos e todas aqueles e aquelas com quem se cruzou, mostrou sempre a atenção e carinho (sobretudo pelos mais desfavorecidos) que às mães reconhecemos, chamando a todos seus e suas filhos e filhas, dando-lhes o que tinha e não tinha! Agiu sempre fazendo o bem e em silêncio!
Soube também fazer família porque juntamente com a Congregação da Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena, a qual fundou (como expressão sublime de um dos quatro pilares da Ordem Dominicana, a "Vida em Comunidade"), foi "construtora de Família"! Construtora no mesmo sentido de que o Papa Francisco nos fala, ou seja construindo pontes entre pessoas e ideias, deitando abaixo os muros que os separavam. A diferença é que não ficou simplesmente por aí! Com os detritos que esses mesmos muros deixaram soube ser construtora de novos projectos, nunca se atemorizando com as dificuldades e incertezas que a rodearam durante a sua vida!
Este é o grande desafio que ainda hoje nos deixa. A nossa fé não pode ser oca, deve ser criadora. Exemplo disto e como ainda hoje esta mulher nos inspira deixo-vos o testemunho do Campo de Trabalho que está a decorrer
em Pedrogão Grande e que foi organizado pela Pastoral Juvenil da Congregação.
Sim, ainda há jovens e famílias que disponibilizam o seu tempo para ajudar os outros...e sim, um ano após a tragédia de Pedrogão ainda existe quem se preocupe verdadeiramente e não se esqueça daqueles que lá vivem e cujos dramas e sequelas permanecem e cuja mediatização momentânea da sociedade não resolve! Amar é também permanecer...não basta dizer que se ama e abandonar!
Deixem-se inspirar e sejam também fonte de inspiração!